Marcelo Tostes debate sobre inteligência artificial e tecnologia na Escola de Contas do TCEMG

Postado por: In: Notícias 31 ago 2018 Comentários: 0 Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

 

A Escola de Contas e Capacitação Professor Pedro Aleixo do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCEMG) realizou na última quinta-feira (30/8/2018) palestra sobre o tema “Tecnologia e Inteligência Artificial e Direito: Como a 4ª revolução modificará as atividades jurídicas”. O sócio fundador Marcelo Tostes apresentou o painel em debate.

 

A diretora da Escola de Contas, Silvia Araújo, abriu o evento lembrando da implantação do Sistema Eletrônico de Informações (SEI) e do Sistema Integrado de Administração de Materiais e Serviços (Siad) no Tribunal de Contas. “Precisamos conversar mais sobre transformação digital dentro da casa”, afirmou. Ambos os sistemas alterarão a forma de trabalho no TCE contribuindo para o processo eletrônico. A previsão é de que até o fim do ano os dois estejam em funcionamento. O SEI foi desenvolvido e cedido sem ônus financeiro pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região e o Siad foi criado pela Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag) do governo estadual. A diretora também lembrou do grande volume de dados abrigados na Central de Inteligência e Fiscalização Integrada Suricato.

 

Marcelo Tostes conceituou a inteligência artificial como “um ramo da ciência da computação que se propõe a elaborar dispositivos que simulem a capacidade humana de raciocinar, perceber, tomar decisões e resolver problemas, enfim, a capacidade de ser inteligente”. Para ele, o uso dessa inteligência no nosso cotidiano será crescente e o objetivo é usar essa tecnologia nos tribunais para a tomada de decisões. “Precisamos nos adaptar ao novo”, convocou. Ele lembrou que em 1997 o supercomputador Deep Blue, desenvolvido pela International Business Machine (IBM), venceu um match (partida) contra o campeão mundial Garry Gasparov. Garry é considerado por muitos o maior enxadrista de todos os tempos. “Um computador consegue medir as consequências de uma movimentação em um segundo”, disse Tostes.

 

Tecnologia e inteligência artificial nas auditorias

 

Tostes explicou que o uso de tecnologia nas auditorias pode trazer mais produtividade, eficiência, transparência, qualificação das informações a serem analisadas e interatividade com cidadãos e empresas. Além disso, ele afirmou que o “auditor do futuro” possui uma visão multidisciplinar e integrada do avanço tecnológico. Nesse contexto, ele avaliou que o auditor mais valorizado será aquele que tiver o conceito de auditoria antigo somado à tecnologia.

 

O advogado apresentou algumas falas que relativizam o “auditor do futuro” e a inteligência artificial. “A inteligência artificial será um divisor de águas crucial na carreira do auditor interno. É um alerta de que temos que olhar para o futuro. As corporações precisam investir em auditoria, dando-lhes autonomia para que elas façam uma completa imersão de avaliação da inteligência artificial implantada. Por outro lado, se o auditor não estiver preparado para esses audaciosos desafios, com postura proativa e vasto conhecimento, ele dificilmente encontrará portas abertas nesse novo mundo corporativo que se desenha”.

 


Com informações de Coordenadoria de Jornalismo e Redação do TCE/MG

Fotos: Karina Camargos Coutinho e Luiz Guilherme de Almeida

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