Escritório Marcelo Tostes Advogados promove ciclo de palestras “O Futuro do Direito – SP”

Postado por: In: Notícias 14 set 2018 Comentários: 0

 

Aconteceu nesta quinta-feira (13/09) em São Paulo o ciclo de palestras “O Futuro do Direito – SP”, organizado pelo escritório de advocacia Marcelo Tostes Advogados e com o apoio das empresas D’Acordo, EASY LAWYER e da Fundação Nacional de Mediação de Conflitos (FNMC). O evento contou com mais de 50 participantes e foi transmitido ao vivo pelo Youtube para todo o país.

 

Tecnologia e inteligência artificial ditando os novos rumos do Direito

 

O sócio fundador Marcelo Tostes abriu a manhã de palestras com “Tecnologia e inteligência artificial e Direito: como a 4ª revolução modificará as atividades jurídicas”, debatendo com estagiários e advogados internos de diversas empresas com foco na administração de Contencioso.

 

Marcelo discorreu acerca de temas importantes do mundo jurídico atual, como a 4ª revolução das tecnológicas disruptivas, inteligência artificial, mediação de conflitos, big data e como as principais novidades tecnológicas reconstruirão a relação entre advogados – empresas.

 

Em dado momento, Marcelo Tostes conceituou a inteligência artificial como “um ramo da ciência da computação que se propõe a elaborar dispositivos que simulem a capacidade humana de raciocinar, perceber, tomar decisões e resolver problemas, enfim, a capacidade de ser inteligente”. Para ele, o uso dessa inteligência no nosso cotidiano será crescente e o objetivo é usar essa tecnologia nos tribunais para a tomada de decisões. “Precisamos nos adaptar ao novo”, convocou.

 

Tostes explicou que o uso de tecnologia no Direito como um todo trará mais produtividade, eficiência, transparência, qualificação das informações a serem analisadas e interatividade com cidadãos e empresas.

 

Marcelo alertou que o “advogado do futuro” deverá possuir uma visão multidisciplinar e integrada do avanço tecnológico. “A inteligência artificial será um divisor de águas crucial na carreira do profissional do Direito. É um alerta de que temos que olhar para o futuro. Escritórios e a prática como um todo precisam investir em tecnologia, dando-lhes autonomia para que elas façam uma completa imersão de avaliação da inteligência artificial implantada. Por outro lado, se o advogado não estiver preparado para esses audaciosos desafios, com postura proativa e vasto conhecimento, ele dificilmente encontrará portas abertas nesse novo mundo corporativo que se desenha”, concluiu.

 

Desafios do mercado e reflexões para o advogado do futuro

 

Após coffee break e espaço para networking, o Dr. Roberto Novaes – Professor pela UFMG – iniciou o segundo momento do ciclo de palestras apresentando o tema “Tecnologia, Mercantilização e o Futuro da Advocacia”. Roberto propôs uma importante reflexão aos presentes e aos profissionais do Direito como um todo ao questionar o conceito tradicional de advocacia linear, sem pensar nas perspectivas multidisciplinares que a prática já experimenta na atualidade.

 

“Será mesmo que todo o conhecimento jurídico será substituído por pura tecnologia? Não. Entretanto, observamos um notório problema de custo: diante de tanto avanço que testemunhamos, o que faremos com toda essa turma formada em Direito e onde aplicar a mão de obra dessas pessoas? É preciso que pensemos um pouco mais nesse sentido e propor algumas alternativas”. Roberto Novaes ressalta que a tecnologia irá suprimir alguns postos de trabalho, mas que o mercado está ávido por profissionais que dominem as novas tecnologias, que sejam gestores, saibam pensar em negócios e se relacionar com pessoas.

 

Apesar dos desafios, Roberto pontuou que tal missão conta com o apoio da época. O estágio atual da tecnologia faz com estes obstáculos tenham que ser vencidos pela organização em questão, sob pena de serem vencidos por outras. “Quem souber superá-los alcançará, no curto prazo, posição diferente dos seus pares e, no longo prazo, apenas quem os vencer sobreviverá. É nesse cruzamento de barreiras de um lado, mas de urgência pela mudança que nosso trabalho se posiciona”, afirmou.

 

Com o espaço aberto para perguntas dos presentes, Marcelo Tostes e Roberto Novaes finalizaram atestando que o jurista precisa mesmo é se reinventar. “Vivemos um paradoxo: somos o país com o maior número de processos no mundo (cerca de 80 a 90 milhões em estoque, de acordo com o CNJ – Justiça em Números) e temos uma grande parcela da população com baixo ou nenhum acesso à Justiça. A advocacia, contenciosa ou consultiva, e a atividade do poder judiciário clássica, já está sendo profundamente impactada”.

 

Assista a íntegra das palestras


 

Fotos: Celso Castro – Studio 3/4

 

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